A investigação de How heavy is a city? culmina em três exposições-pensamento — Fluxes, Spectres e Lighter — onde convergem diversas abordagens arquitetónicas, culturais, científicas e artísticas: urbanismo, design, geologia, inteligência artificial, filosofia, construção, biologia, literatura, cinema, fotografia, linguística, governança, história, robótica, logística e tecnologias de imagem.
À semelhança das experiências científicas que exploram novas concepções, a 'Gedankenausstellung' (ou exposição-pensamento, conceito desenvolvido por Peter Weibel e Bruno Latour), reimagina as exposições como espaços não apenas para exibir objetos, mas também para apresentar e estruturar ideias.
Enraizada na teoria contemporânea dos media e nos estudos sobre a ciência, esta abordagem desafia o papel tradicional das exposições, transformando-as em arenas dinâmicas de envolvimento intelectual.
Fluxes, no MAAT – Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia, concentra-se nas intersecções entre os espaços artificiais — os vastos fluxos de materiais, energia e informação que sustentam a humanidade — e os frágeis e complexos ciclos da Terra viva.
Spectres, no MUDE – Museu do Design de Lisboa, foca-se nas tecnologias de imagem necessárias para compreender o impacto dos espaços humanos no planeta e a forma como estas ecoam as estruturas imperiais e coloniais de extracção e poder.
Lighter, no MAC/CCB – Museu de Arte Contemporânea e Centro de Arquitetura, sugere um caminho através das experiências de habitar a dinâmica tumultuosa da tecnosfera, com a sua abstracção – de água, energia, combustível, materiais e informação – dos paradigmas planetários mais antigos que moldam o nosso planeta vivo: como obter mais luz e menos massa?